Água vai.
O que não é costume dizer abertamente, mas devia para que haja consciência.
Um pot-pourri de (semi)anonimato ou heteronímia, excesso de à vontade, forçar precoce de intimidade pelo tutear e pelo elogio fácil directo ou velado, intervalado com tentativa de reparos descredibilizadores, convencimento de que têm a poção mágica da sabedoria e domínio da ironia e, claro, conselhos avulsos com fartura. Tudo sinais de alerta de que se está face a um falsário(a). É como se nada fosse, passam-se as décadas, o estilo é o mesmo e o tratamento que recebem é o mesmo: faço de conta que não percebo o engodo até desampararem a loja e partirem contentes com a sua estupidez natural, convencidos da grande capacidade de manipulação - acabam sempre por zarpar até porque a falsidade leva à exaustão das vidas vazias.
Alguns têm sucesso na sua empreitada de charlatão/tã e fazem dela modo de vida.
Aqui fica o meu contributo para o Dia do Autor Português.