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27/05/2024

Chá & Conversa

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Inicio hoje o Chá & Conversa. Vamos por partes explicando tudo como é costume.


Antes de mais aviso que o chá é preto e com açúcar. Se tiverem a mania do excesso de cafeína e açúcar possivelmente vieram à casa errada. Ou não, tragam a vossa infusão de verde, camomila, cidreira, frutos vermelhos ou a que mais vos aprouver e sentem-se confortáveis.


Há muito andava encanitada com a incapacidade de estar calada. Tendo consciência que parte das Comezinhas é feita de conteúdo reactivo, resolvi impor-me regra e publicar apenas três dias por semana. À quinta-feira sairá o capítulo Espanador, que será o mais demorado a ver a luz do dia. Explicando: ainda não escrevi nada sobre a História dos países europeus a que me propus. E não sei se demorarei semanas, meses ou anos a fazê-lo. Mas como língua de pescada inconsequente já o anunciei diversas vezes. Enfim, sou uma artista, mas no mau sentido, de artolas mesmo. Impostora. Já sabem que me trato bastante mal, batendo no ego com energia. Numa associação ao sexo é uma espécie de BDSM mas comigo própria, até porque quem quer que me tente bater apanha no focinho. Adiante.


Ao Sábado sairá o capítulo Curiosidades soltas com a ajuda do Nuno. Mais não é senão a tentativa de aproveitar conversas banais e soltas caseiras sobre matérias que tenho dificuldade em compreender do género de ciência e tecnologia e pelas quais o Nuno tem interesse e foi procurando saber ao longo da vida. É natural que nesta rubrica saiam também apontamentos sobre música ou qualquer outro interesse que na altura surja. Ainda não escrevi nada. Tentaremos deixar no ar uma ou mais ideias por semana de modo muito sucinto. A intenção não é ensinar, até porque temos consciência das nossas limitações e gostamos pouco de fazer o que é muito comum – chamar a si ou a amigos créditos de conhecimento ou virtude que não correspondem à realidade -, mas sim despertar a curiosidade de quem passa.


Finalmente à segunda-feira escreverei este Chá & Conversa que será o espaço semanal para continuar o registo normal das Comezinhas, afinal desde início disse que tomo o blogue como uma camilha em torno do qual se senta um pequeno punhado (pleonasmo?) de gente cujas casas visito em regime de reciprocidade. À segunda-feira continuarão a sair diários, noitários, semanários, fim-de-semanários, páginas de livros, expressões de emoções, vídeos de YouTube com música ou animações, manifestações de fúria, bitaites acerca de política ou o diabo a quatro, estados de alma, reflexões, curiosidades, as habituais mexerufadas com tudo isto junto etc. De tudo um pouco.


O importante nesta altura é ter mão no que faço, não me perdendo nas reacções, sobretudo nas repentinas para as quais tenho tendência e o mundo actual do imediatismo opinativo induz. Ajudará não publicar em quatro dias da semana. Será uma espécie de desmame da verboreia.


Claro que me pergunto sempre se não deveria estar a escrever contos ou uma novela ou um romance no recato da solidão. Por enquanto continuo a achar que fazer o que venho fazendo aqui no blogue, agora com estas pequenas alterações de regras de calendário, já é qualquer coisa da qual posso extrair sentido além de prazer - sim, escrever dá-me imenso prazer, às vezes dor. Em suma: as Comezinhas por si mesmas são já uma peça em construção. Sinto alguma vergonha em assumir momentos em que sou tomada por uma sensação de predestinação e de que não valerá a pena estar sempre a contrariar-me impondo mais regras ou caminhos que seriam tidos pelos outros como mais razoáveis e por isso mais aconselháveis. Há alturas na vida em que sigo guiada por ventos contrários como se fosse uma vela de caravela a navegar à bolina. A nuance está no incentivo pela negativa. Se fosse criança (não sou?), na psicologia reversa.


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Mais logo sairá novo postal.