A propósito de uma troca de comentários no post do passeio da tarde de Sábado no Porto falou-se da Casa Crocodilo, em Cimo de Vila. A amiga com quem dei o pequeno giro chamou-me a atenção para a loja por ter memória de em miúda contar-lhe que lá ia com a minha mãe. No Sábado distraída não dei muita importância. Mas hoje, em vez de escrever sobre a loja, sugiro que leiam a própria página acerca da história da Casa Crocodilo. Curiosidades.
Sff, leiam aqui: A Nossa História - Casa Crocodilo.
En passant conto que lendo poucos livros tenho o estranho hábito de ler as páginas da história das empresas (portuguesas e multinacionais); pode parecer que não, mas aprende-se qualquer coisa. Aliás ao ler as páginas online das empresas pode conhecer-se um pouco mais do mundo comercial e empresarial e da economia nacional e internacional. Mas lá está, agarrados apenas a ilustres usos e costumes literatos, os nossos intelectuais de dedinho mindinho no ar gostam de desprezar esse mundo que consideram medíocre - lá de cima da sua imensa ignorância presumida chamam a isto futilidades e apelidam de estudo e análise política, social, económica e cultural a intriga burgessa e a maledicência palaciana.
Enquanto isso os portugueses consumidores de “conteúdos” da comunicação social e redes sociais, que essa elite presumida produz e recomenda, veraneiam o ano todo na leveza da inconsciência saltitando de nenúfar em nenúfar, de cliché em contra-cliché, convencidos de estar muito informados, convencidos que são muito lidos e mais entendidos que os demais. Eis a pescadinha de rabo na boca que explica o atraso de vida lusitano.
Bom dia. Boa semana.
P.S. Desculpem a bílis, mas faz parte. Afinal, como poderiam continuar a envenenar sem inspiração?