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30/09/2023

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A roseira dos três botões é a do Dia dos Namorados de 2021. Sobreviveu às primeiras investidas da chegada do Ritz a esta casa. A planta vivia na cozinha, desenterrou-a várias vezes do vaso, comeu-lhe as folhas quase todas. Passei-a mirrada para um vaso grande na varanda (onde agora está a azálea) e arrebitou, sobrevivendo dois anos. Nos últimos meses estava a morrer nesse vaso maior. Tirei-a apenas com a terra que acompanhava as raízes e um pouco caule verde, mais uma vez parecia morta. Limitei-me a enfiá-la assim num vaso pequeno. Voltou a arrebitar. Gosta de mudança pela mudança, a danada. E sabe sobreviver ao gato, o mafarrico que se esconde debaixo da colcha da cama. A vida sem sofisticação é bem mais saborosa. E o que parece morto ou definhado é o que mais alegrias nos dá. Um dia hei-de falar da filosofia e da literatura em defesa da simplicidade ao longo dos tempos, mas por agora não estou para aí virada, não me apetece. E a verdade é que para isso preciso do parpaliê e dos lugares-comuns de intelectual e para intelectual falta-me a intelectualidade. Foi mais uma madrugada em claro, depois de passar o serão a ler. São 9h23 e devo dormir, mas não sei se consigo. Falta-me o sono, há-de vir quando menos convier, de tarde quando a casa estiver com o movimento das entradas e saídas de fim-de-semana. Preciso arranjar sono para dormir ainda de manhã. O coração acelera de vez em quando, talvez devesse beber menos café.