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12/09/2023

O post aberto ontem

Ontem passearam por capítulos da Ana Paula. Agradeço a leitura. Como acordei às 5h30 tive tempo para deambular também pela novela. Começa a ser estranho relê-la, já comecei a criar distância. É uma espécie de universo fechado, passado.  



 

Abriram também o post Silhueta, de 29-08-2017, publicado a 02.12.19. O que me remete para um tempo distante, não por terem passado tantos anos assim, talvez 20, não sei bem, em que escrevi pela primeira vez esta coisa muito primária e infantil da sombra ou reflexo da lua no mar revolto com a qual me continuo a identificar. Como tanto do que escrevi entre 1999 e 2007 a primeira tentativa em pior do que medíocre inglês ficou por aí perdida num dos muitos espaços online por onde passeei. Não faço questão de edificar. Não me tenho em boa conta - isto é, não comungo da falta de noção dos que nascem e vivem, independentemente da condição, convencidos de serem merecedores de todas as comodidades e prerrogativas e tomam atitudes de superioridade considerando-se mais do que habilitados a deixar marca. Nem em termos de religião acredito em tribos eleitas ou povos eleitos - talvez seja um dos pontos por onde me afasto não só do céu cristão como do meu sangue judeu. Para contrariar, e sabendo pôr-me no lugar onde devíamos estar todos - o da igualdade -, Deus fez o favor de ajudar a reduzir-me à insignificância por perda de memória de vários períodos ao longo da vida, muitos já neste século, alguns no passado. Mesmo que quisesse procurar o que não destruí - fisicamente quase tudo, online muito, e num caso e noutro nada que tivesse qualidade - não poderia nem sequer interessa. Como disse a propósito das minhas primeiras incursões na audição de jazz: há gente que constrói, aprofunda e cria raízes e há gente que passa. A forasteira não foi um acaso desprovido de sentido.

Por fim, abriram também ou calhou e pode ter calhado tudo - é aliás o mais provável, mas acredito na coerência do acaso - o post Eddie Calvert, Loneliness, de 10.11.19. Música escolhida pelo Nuno, que entre muitas outras qualidades foi desde início a pessoa capaz de me tratar como igual e assim se manter.