Pesquisar neste blogue

14/09/2023

Diário

O pior dos dias tem vindo deste mundo impalpável. Há momentos em que para lá da peçonha soltada por víboras - a todo o pretexto e por mais inócuas e pedagógicas possam parecer as palavras -, chego à conclusão que na melhor das hipóteses o que vinga é o julgamento fácil de quem não pára um segundo para compreender a sua pequenez, a tal que vê sempre lá, no outro. Na melhor das hipóteses vinga quem não tem inteligência nem sensibilidade para avaliar, mas ainda assim procura dar o ar de ter ascendente - suposto barómetro de comportamento e predicados -, vendo noutros bastante mais capazes quando muito meros aprendizes que deve ensaboar. E assim víboras presunçosas convencem a plateia da sua imensa qualidade e mérito. É a nossa sina: dar voz e altar à mesquinhez.


20230909_151157


De resto, interessa o mundo físico. Farei um pequeníssimo intervalo aqui nas Comezinhas valorizando o que mais importa. Conto apenas: há aspectos da vida em que sou verdadeiramente extraterrestre. Só hoje ao dirigir-me sozinha a pé para a empresa caí em mim lembrando-me que tenho direito a duas semanas de licença de casamento. A mais pura das verdades é que nem sequer me tinha passado a questão pela cabeça. Agora, em cima do acontecimento, fica sem efeito. Um verdadeiro calhau – como é possível nem sequer me ocorrer a ideia? Afinal as alianças ficaram prontas antes de tempo e já as pusemos. Assentam bem. Gostamos da capicua: tamanho 21 para ele, 12 para ela. Se fizer a brincadeira da leitura das matrículas que aprendi na primária dá c e f, isto é, casamento feliz. Promete.


Até já.