
Há cerca de doze anos dividia a sala de trabalho com o colega H. Certo dia estava absorta no monitor quando sinto uma sombra sobrevoar-me. Levantei os olhos e vi coisa preta a voar veloz. Perguntei: o que é isto? Diz o H. com o ar mais descontraído e natural do mundo: é o escape.
O escape escapara. Percebi mais tarde que o H. tinha o vício de enfiar um clip nas ranhuras das teclas. Aquela reagiu, fazendo jus ao nome.
Há pouco mais de um ano, a dona L. ao limpar a casa encontrou tecla de um dos teclados do Nuno. Novamente o escape.
As teclas escape que me cercam querem mesmo fugir. Será um sinal?