
A ler Vorph Valknuk.
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Se o mundo se transforma na sala de espera do centro de saúde de bairro pode dar a ideia que parou. Mas não parou. Não é normal que de repente milhões fiquem reduzidos à conversa das cruzes. Que não haja o que dizer sobre política, economia ou ciência. Que não haja o que sentir sobre arte. Que não haja o que dizer sobre formigas, o céu, o automóvel, as algas, os vizinhos, qualquer coisa que não seja a doninha fedorenta.
Os rebanhos de ontem, orientados pelas religiões, converteram-se hoje na caixa de ressonância das vagas noticiosas. Isto não é o quarto poder. É o primeiro e é quase ditadura de pensamento único.