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11/03/2020

Big Brother

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Sempre que recebo instruções para desligar e actualizar o computador sinto-me o Winston Smith do 1984 face ao telescreen. Tendo sempre a reparar se a rede está desligada e não deixo de mostrar surpresa - por mais explicações razoáveis que sejam dadas -, ao ver que a rede está desligada e isso não obsta a que cheguem as ordens de comando. O on/off da rede serviria num mundo mais perfeito de carta de alforria. Mas não, não serve. O mesmo vale para a localização e histórico do smartphone. A estranha e horrível sensação de que alguém algures acede 24 horas por dia a biliões de terminais. Sentir-me uma das vastas pontas de um monstro que não compreendo inteiramente.


Adenda: refiro-me às banais actualizações dos computadores.