
Saída ao supermercado de guarda-chuva. Não ao mais perto, mas a pouco mais de um quilómetro. Dois coelhos numa cajadada: andar mais e trazer desinfectante e álcool. As obras da rua continuam, as portas das padarias e cafés estão abertas. Muito menos carros nas ruas e gente dos passeios. Dois carros da polícia à ida com letreiros: coronavírus e fique em casa, um à vinda. As pessoas falam pouco nas ruas. Dentro do supermercado prateleiras cheias, corredores espaçosos e pouco povoados, salvo mini ajuntamento para conversar. Na caixa tudo previsto para manter a distância de segurança. Mais pessoas sem máscaras e luvas do que com elas. No regresso uma carrinha funerária. O prenúncio do que aí vem. Faltam dias ou semanas do pior.
Nunca mais chega Junho. Por uma vez, em muitos anos, desejo o Verão. Em dia um da Primavera.