
Bem sei que é nos momentos difíceis que se descobrem os grandes homens e que é nestas alturas que mais precisamos de líderes inspiradores, mas minha gente nem tanto ao mar nem tanto à terra: ainda mal começamos a vislumbrar o drama e já damos na televisão com jornalistas e humoristas a tomarem-se por sábios e grandes educadores de povo.
Até agradecemos que haja bom senso e que se façam recomendações nos telejornais e rubricas humorísticas, mas é escusado armarem-se em salvadores da pátria quando a procissão ainda vai no adro. Primeiro, por isso mesmo: os grandes gestos são reconhecidos pelo tempo. Depois, caramba, envaidecer-se pode tirar o foco do essencial: sobreviver.
Se vos fizer impressão a crítica lembrem-se de como criticaram o “banho de ética”.