
A vaga de comentários críticos ou jocosos sobre comportamentos associados à pandemia revelam, em muitos casos, total desconhecimento dos autores do que é viver num país em guerra ou numa qualquer situação de emergência. E também como se passa do estado de pura indiferença ou escárnio orientado à histeria. O melhor é desconfiar sempre dos sabichões, dos que dizem ter informações e conhecimento que mais ninguém tem. Dos que estão convencidos que tudo sabem e tudo podem aconselhar.
Pode parecer um apelo ingénuo, mas não seria mau ouvir os mais velhos. Os anciãos. Todos passaram por uma revolução. Muitos deles conheceram a guerra. Alguns deles o racionamento.
Se os tivessem ouvido ao longo dos anos e se tivessem lido qualquer coisa além do Facebook e do Twitter, talvez se abstivessem de tanta tonteria.