Bem dormida acordei cedo e após a converseta da ronha de Sábado no quarto vim para o computador no intuito de começar a escrever. Mas a preguiça e o umbigo deixaram-me lassa a reler os posts das Comezinhas do último mês - sou a minha principal leitora e admito, enerva a vaidade e lata. Li até à Páscoa, um pouco antes do passeio pelas aldeias beirãs, acompanhada da boa música clássica que o Nuno pôs na pen da aparelhagem enquanto dorme no sofá. Está adoentado há dois dias, apanhado da garganta. Não me contagiou. Apesar de outras fragilidades regresso à sensação de criança quando via todos em casa engripados e eu sã como um pêro.
São agora 12h12 - sincronicidade -, e talvez esboce os tópicos do que pretendo escrever. Já não vou a tempo de escolher a história acerca de pintura no Medium. Exige atenção, por isso quero manter esse exercício semanal. É um pequeno e singelo desafio que me faço. Depois prepararei qualquer coisa simples para o almoço. Talvez os ovos mexidos com tomate, azeitonas e pão.
Ah, horror dos horrores: as repetições, as rotinas. Vida tão enfadonha. Nada sexy, nada estimulante. É muito maçador estar bem comigo própria sem necessidade de agradar. Entreter-me e viver em paz.
À noite tenho de repetir o jantar de ontem e voltar a assar pernas de frango com batatas, já que comprei duas cuvetes e está a acabar o prazo de validade da galinha. Acompanhada com esparregado de espinafres. Ontem o Nuno elogiou e também me soube bem; há muitos dias não digeria tão bem um jantar. Têm sido digestões difíceis. E tenho bolo inglês em casa, o favorito do Nuno; agora também vou gostando.
Enfim, é fim-de-semana e o tempo é para deslassar. Esta tarde terei cá em casa mãe e sobrinho, pelo que é natural que o diário habitual saia apenas amanhã.