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22/05/2025

O métier: parasita

(actualizado)


Lançar nulidades cínicas na cena política, intelectual e do entretenimento. Moldá-los(as) desde bebés na falsidade, no descaramento e chico-espertice. Enaltecer gente instalada que possa retribuir dando palco, categoria e emprego a si próprio ou a apaniguados que prestam serviço a achincalhar adversários. Dar destaque às cobras que vivem de se aproximar de quem tem valor no intuito de enganar, roubar e destruir. Protegê-los(as) nas redomas de retórica de covil de raposas velhas, interessadas nas trocas de favor entre gente promíscua e sem escrúpulos.


Queimar a reputação de políticos ou gente que pensa de modo são e independente em fogueiras de maledicência que atraem audiências fáceis de manipular. Com o objectivo de continuar a fazer singrar as nulidades cínicas. Assegurar o lamaçal onde sabem que podem ser reis e senhores. Não sobrevivem em lugares dignos.


É o modo de vida de parasitas que se têm em grande conta. Vivem iludidos. A manipular através do fingimento de sentimentos e razões em todas as esferas da vida, chegando a acreditar que são capazes de convencer e seduzir com ardil gente educada, pensada e de carácter. Sem tomarem consciência das léguas de distância que os separam. Sem perceber como são incapazes de inspirar respeito apesar das audiências.


*


Tirando isto, que é só um aspecto negativo da vida de quem observa que determina a lama da vida pública portuguesa, o resto do mundo sorri. O dia pôs-se simpático, entre gente que se respeita.


Bom dia.