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23/05/2025

Devaneios para alegrar

(re-actualizado)


Hoje é sexta-feira, dia propício ao lazer. E nada melhor do que projectar as distracções do futuro para ganhar ânimo. No fim-de-semana passado estivemos cá em casa a devanear. Visto que o nosso apartamento está à venda há quase seis meses e propostas só em vislumbre, é possível que dentro de uma semana envie a carta registada a pôr fim à intenção de vender e ao contrato de angariação com a imobiliária.


Rei morto, rei posto. Se a casa nova nos iria absorver poupanças, pode ser que venhamos a estar livres para viajar um pouco mais. Sem perder de vista que a velhice não demora e atento o valor das reformas é bom que não dissipemos o amealhado a flautear a pevide - sim, a expressão certa é laurear a pevide, mas toda a vida baralhei as expressões. Estivemos a fazer contas a quanto teríamos de poupar mensalmente para angariar fundos para grandes viagens.


Decidimos começar por uma pequena, a tão adiada a Marrocos. Para o próximo ano - neste o passeio pelas aldeias históricas beirãs do mês passado e no próximo Outono ao Alentejo consomem os fundos destinados aos arejos. Ao Nuno é indiferente o país do norte de África a visitar, quer é sentir o deserto africano, mas a minha curiosidade pelos marroquinos impõe a escolha. Depois virão as viagens de maior envergadura, de quatro em quatro anos, já que as contas das poupanças assim o determinam. Viagens de duas semanas a Angola e à China. A primeira para voltarmos à terra onde nasci e estive em trabalho trinta anos depois por breve período e onde o Nuno viveu e trabalhou realizado um par de anos. A segunda por curiosidade da civilização antiga. Para terminar, e já na reforma com mais tempo, a viagem ao Peru, aproveitando para passar pelo Brasil e Argentina. A viagem à América do Sul por mim tão almejada desde miúda. Deixo para o fim o melhor, como se guardasse um pouco do mais apetitoso alimento do prato para a última garfada.


E são estes os planos, não se concretizando a mudança de casa. Há meia dúzia de anos projectei três destinos e só Moscovo e São Petersburgo ficaram por concretizar. Pode ser que desta também cumpra parte dos sonhos. O importante é marcar os alvos a atingir e fazer por reunir as condições para alcançar os devaneios. Mesmo num mundo tão incerto como o nosso, mesmo tudo podendo ser gorado. Há que acreditar.