Preguiça da boa. Acabo de me sentar à mesa do computador na ideia de escrever o diário de fim-de-semana, acompanhada de chá preto e o rodadíssimo My Way de Sinatra na rádio. Vai custar arrancar palavras. Creio que antes vou deambular pela astrologia. Essa heresia para os iluminados da ciência da retórica. Agora a Smooth Fm toca I dont want to talk about it de Rod Stewart, uma das poucas músicas em inglês de que conhecia a letra na adolescência. E é nisto que estou. Nem uma leitura inteligente a declarar, nem uma citação esperta a revelar, nem um experiência "cóltural" a partilhar, nem uma sentença a debitar, nem um intriga dirigida a fomentar. Eruditice nula. Só banalidades. E umbigo. É uma canseira ser ignorante, chata e desinteressante num mundo pejado de sábios a pingar de interesse por todos os poros, mui pertinentes, saudáveis, bonitos, altruístas, prudentes, bem-humorados, simpáticos e tudo mais quanto seja apetecível.
Depois de prioridades como a astrologia escreverei e publicarei a estucha do diário de trivialidades. Afinal alguém tem de fazer o papel de estúpida ou chalupa ou maçadora para as múltiplas mentes intelectual e moralmente superiores em destaque poderem brilhar na passarela.