
Velharias cheias de pó.
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Em criança cobiçava os discos dos contos infantis dos meus irmãos. A colecção já lhes tinha sido dada quando nasci. Mas lembro bem da minha pedinchice e de ter conseguido que o meu irmão mais velho me cedesse a propriedade dos Meninos Rabinos. Nos idos 70. A colecção tinha cerca de vinte discos. Entre eles João Espertalhão, Pinóquio, Formiga Rabiga, Os Três Porquinhos, O Macaco do Rabo Cortado (uma das minhas favoritas), Branca de Neve, O Menino e o Papaguaio de Papel, O Patinho Feio, A Cigarra e a Formiga, Os Cabritinhos e o Lobo (também adorava), A História da Carochinha, Frei João Sem Cuidados e o Burro do Azeiteiro. E canções de Natal.
Ao ouvir o vídeo e mexer nestas velharias do que lembro? A pasta nunca estava arrumada à noite, adormecia sempre tarde, nos dias de aulas dormia até à última, odiava o pequeno-almoço, deitava fora a manteiga do pão, era a última a entrar no carro ainda a vestir o casaco.
Agora nos anos 20 deste século o sono e cansaço vem cedo. E as histórias que me dão sono são as dos telejornais e as do mundo online. O tempo voa.