À laia de conselho, essa pecha, devemos aproveitar os momentos que vivemos com quem nos toca antes que suma da nossa vida, porque morre, muda de lugar, tem assuntos e pessoas mais importantes a dar atenção, entedia-se, deixa de nos querer bem, esquece-se de nós por distracção, por perdermos interesse ou utilidade, ou qualquer outra circunstância fortuita.
Não devemos depreciar, agredir e enganar os que nos dão a sua presença. E os que não dão, talvez seja porque não têm nada para dar. Devemos outrossim valorizar os momentos bons enquanto decorrem e não projectar demais.
A liberdade não tem só a face da coragem alegre, independente e orgulhosa, implica (des)ilusão, dor e renúncia.
Este é um conselho que se persegue como ideal nunca concretizado. Seriam necessários despojamento e maturidade absolutos, tão propalados, mas muito difíceis de alcançar. Sejamos conscientes. A liberdade é uma miragem.