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26/05/2025

Liberdade

À laia de conselho, essa pecha, devemos aproveitar os momentos que vivemos com quem nos toca antes que suma da nossa vida, porque morre, muda de lugar, tem assuntos e pessoas mais importantes a dar atenção, entedia-se, deixa de nos querer bem, esquece-se de nós por distracção, por perdermos interesse ou utilidade, ou qualquer outra circunstância fortuita. 


Não devemos depreciar, agredir e enganar os que nos dão a sua presença. E os que não dão, talvez seja porque não têm nada para dar. Devemos outrossim valorizar os momentos bons enquanto decorrem e não projectar demais. 


Há que tirar partido de quem nos cerca enquanto está próximo. Enquanto é ou parece ser e está ou parece estar para nós como estamos para ele. O tempo, as vontades e circunstâncias determinarão o que vem depois. Não está ao nosso alcance prender os demais às nossas expectativas.

 

A liberdade não tem só a face da coragem alegre, independente e orgulhosa, implica (des)ilusão, dor e renúncia. 


Este é um conselho que se persegue como ideal nunca concretizado. Seriam necessários despojamento e maturidade absolutos, tão propalados, mas muito difíceis de alcançar. Sejamos conscientes. A liberdade é uma miragem.