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Ontem não houve postal escrito. Dormi no sofá, ferrada. Foi impossível arrastar-me de lá. Acordei antes das sete e passei a manhã a reunir cerca de 100 fotografias para preparar uns postais sobre a viagem à Turquia. Não fui nadar por estar constipada e por mandriice. Almocei mais uma refeição preparada na air fryer. A T. mandou-me vídeos a confeccionar lasanha de vegetais. A máquina funciona perfeita como forno. Mais tarde hei-de experimentar a lasanha. Hoje fiz um bolito de chocolate que estava óptimo. Dormi mais um pouco à tarde. Tratei da roupa. E fiz um alinhavo rápido sobre os cinco dias de viagem.
Tinha intenção de finalmente ver um jornal televisivo, mas continuei sem assentar no caos do mundo - ando a fugir da realidade de propósito. Na semana passada para não estragar o passeio. Desde que cheguei por cobardia. Hoje depois de jantar salada de alface, tomate, cenoura, queijo feta, nozes, azeitonas e massa cotovelo, limitei-me a ouvir Luís Marques Mendes e Ricardo Araújo Pereira - uma forma de me manter ao corrente do modo como os portugueses vêem e sentem a actualidade, já que são os dois espelhos perfeitos do nosso país. Na Turquia e nos primeiros dias cá limitei-me a espreitar superficialmente as parangonas do Observador e os destaques noticiosos da Google.
Ainda na Turquia pensei em colocar apenas os links das notícias, para ao menos me situar, mas nem isso fiz. Quando cheguei pensei puxar atrás a box de gravação da televisão para Sábado da semana passada, porém acabei por não o fazer. Não sei se por cobardia ou preguiça, o que ainda é mais grave. Há instantes, uma semana depois, pude ler artigos e ver vídeos noticiosos reunidos acerca do ataque terrorista do Hamas a civis judeus presentes num festival de música perto do kibutz de Re'im. Realidade hedionda.