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Acordei com dores no fundo das costas, mas de ânimo melhorado. Tomei o refresco mais conhecido cá de casa: Aspegic 1000. A dor manteve-se, aliás, intensificou. Pus meio Emplastro Leão e a coisa amainou. Depois de almoçarmos pizza, vimos o Nuno Rogeiro em bom entendimento com a simpática jornalista do dia. Terei de puxar atrás a box ao jantar para ver a parte inicial que perdi, imagino sobre Gaza e a Ucrânia. Ficarei atenta às actividades do próximo Dia do Exército Português, gostei de conhecer a personagem mais apreciada nas sondagens das eleições na Argentina e achei piada à referência à Lady Gaga. Curiosamente nesta última semana resolvi começar a ouvi-la, já que apesar de conhecer uma ou outra música da rádio, nunca me tinha dedicado a escutá-la com atenção. Escolhi primeiro concertos, mas atentas as encanitantes manias, fitas e baboseiras próprias do mundo do espectáculo, rápida seleccionei dois greatest hits. Durante a semana ouvi-a repetidamente. Tem uma bela voz sombreada. Também fiz uma investida na novíssima Billy Elish, que “conheço de vista” há três ou quatro anos, mas darei tempo ao tempo. Ouvi-la-ei mais adiante.
Depois do Rogeiro pedi ao Nuno que tocasse um pouco de piano enquanto fazia as minhas usuais caminhadas no corredor completamente desimpedido e livre de móveis e trambolhos como convém numa casa habitada por um homem cego e uma mulher que precisa exercitar as pernas enquanto matuta na vida, isto é, numa mulher tola que toda a vida deu voltas a pé – à casa, ao ciclo preparatório, ao liceu, a Gaia, ao Porto, a Porto Santo na Madeira, ou qualquer outro lugar onde se encontre, como a própria casa.
De manhã reli os postais já escritos sobre a Turquia e terei de compor um deles, cujo final está assim a modos que como quem atira com força cimento contra a parede e se esquece em seguida de aplanar. O último post está quase pronto. Creio que termino hoje, se não me der mais nenhuma camoeca de espírito ou a tão humana preguiça galopante.
E é assim a vida. Não é má de todo. Ah, a pizza é tropical, a tal que odiava em mais nova. O gosto e o paladar com a idade vão mudando.