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13/10/2023

Ao fechar do estaminé

As Comezinhas passam a contar na barra lateral, como era hábito nos meus antigos blogues, com uma página de meteorologia. Sugerida por um colega de trabalho surfista: o Windguru. Por falar em atmosfera, começou neste instante a trovejar e a granizar a cântaros. O telemóvel acaba de tocar. Deve ser o Nuno com recomendações. Exacto: não te metas agora debaixo disto, diz-me. Vou de Uber, respondo. E é assim a vida.  São agora 19h19 e parece ter sossegado. Foi um momento de indisposição rápida lá nos céus. Já passou. Sempre posso apanhar o autocarro ou quem sabe ir a pé. Ainda não pensei no que vai ser o jantar, nem deixei nada a descongelar. Vidas. O que interessa é que é fim-de-semana e vou ter tempo para recordar a Turquia e quem sabe a agitação do último mês. Foi uma época mexida, com várias saídas de casa. Agora interessa-me o sossego doméstico e um fim-de-semana sem programa.


Hoje apeteceu-me reabrir o blogue, porém é cedo. A ver vamos se tenho juízo até ao fim do ano. Não me parece que consiga, mas o facto é que ainda não descansei. Longe disso. Reli alguns postais dos últimos tempos, escritos antes de correr as cortinas do blogue, e vi as milhentas intenções do costume. Há ocasiões que só relendo me lembro dos mil e um planos. É bom fazê-lo, sempre dá para recordar os que têm viabilidade e quem sabe meter as mãos à obra. O problema é que me esqueço de metade do que ficou nas entrelinhas e é nas entrelinhas que está a obra. Um problema. Um drama. Afinal o génio está todo invisível nos subentendidos e como sou um calhau não o vejo no que escrevo. Ou será que ao contrário é por não o ver que sou calhau? A dúvida atrevida. O que me divirto comigo própria não se imagina. 


Pronto, agora vou pôr-me a caminho. Como os Sete Anões da Branca de Neve (uma das minhas grandes referências literárias): eu vou, eu vou, para casa agora eu vou.