Os romances que se debruçam ostensivamente sobre o amor e a morte - grandes temas da literatura -, tornando-os material intelectualizável, ficam a meio-termo entre os estudos pseudo-científicos feitos na premissa de chegar a um resultado determinado (de antemão, passe o pleonasmo) e o enredo básico de um curto filme pornográfico. Tentam intensificar, obscurecer e mistificar o que toda a gente conhece para a obtenção fácil e rápida do clímax. Os alternativos, criados com menos talento e mais pretensão, protegem-se na negação do êxtase. Em ambos os casos só convencem aficcionados: não interessa a busca, mas a resposta drapeada e a liturgia associada.