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31/08/2022

Hóstias

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Pensei, pensei o que escreveria no regresso desta mini pausa de dedilhar na caixa de edição das Comezinhas. Teria de ser qualquer item impactante, que mexesse mesmo com o destino do mundo e o significado das coisas. Vai daí, congeminei trazer umas postas de red fish com palito a segurar a placa do preço. Só que ao passar pelo supermercado tentei-me com estas hóstias. Manias de criança. Na enfermaria do Externato da Misericórdia uma das irmãs encarregava-se de fazer e prensar as hóstias, dando as aparas aos alunos. Bem sei que é local um pouco estranho para tratar de hóstias, mas os tempos antigos eram diferentes e assim mesmo lá acontecia. As que hoje trago são de Salamanca, vendidas no Froiz. São óptimas. O sabor assemelha-se ao das línguas da sogra. O Ritz, gato europeu, e eu devoramo-las a meias, como em criança fazia aos gelados com o Ritz, cão Serra da Estrela.


Não estão consagradas, pelo que os ateus não precisam ficar preocupados com o perigo de contaminação e os crentes podem saboreá-las e divertir-se sem peso de consciência.


Piadinhas envolvendo religião, mais old fashion não podia haver. Soam às antigas graçolas de seminarista. Cada vez mais desinteressantes, as Comezinhas.


Boa noite.