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04/08/2022

Agenda

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Mais dois postais para saírem um dia que os escreva. Antes de mais, ficou por fazer o texto sobre a 'inconsistência nas grandes afirmações de conquista. Isto é, sempre que se descreve o sucesso como fruto do esforço e grande acerto nas decisões e caminhos tomados há uma margem de legítima desconfiança. A felicidade costuma resultar mais de descobertas do que conquistas e vitórias'. Não pensei mais no assunto. Fica para outras núpcias. Antes disso é possível que apareça mais um post sobre linguagem. A linguagem de cada um como repositório dos vários mundos transcorridos. A dispersão de compartimentos estanques em cada existência, o desdém por aquilo que não se conhece, não se viveu ou de que se pretende demarcar por presunção. A identidade na expressão ou falta dela. A tentativa de ir além da minha eterna tecla sobre o carácter negativo do mimetismo e do uniformizar da língua. O mundo online como mais um passo na evolução da comunicação. O encontro universal dos ditos compartimentos estanques, a surpresa e o choque. É ambicioso. Agora me lembro que acabei por não fazer o vôo de pássaro sobre a História da Filosofia - um vôo atrevido e baixinho, vá (fui atrás ler a agenda em causa e tenho prazo até final de 2022, ainda vou a tempo*). O segundo tema que me ocorreu hoje diluiu-se no pensamento. Noutro dia lembro.


*Há uns bons anos alguém que estimo deu o seguinte conselho a quem acabara de entrar na reforma: é preciso impormo-nos tarefas diárias, nem que não as cumpramos todas.


É importante ter incumbências. Menores ou maiores. Mesmo que não as cumpramos, nem que seja pelo prazer de nos baldarmos a algumas ou muitas. O fundamental é que nos imponhamos ritmo e interesse na vida. Comecei a seguir o conselho 20 anos antes da reforma. Quando lá chegar, já levo lanço.