Sentada à mesa do computador no +1, oiço o M. e o Nuno na brincadeira com o vocoder do sintetizador. Vou contar como se tivesse a relatar um jogo de futebol. Trata-se de um microfone que afina a voz reproduzindo-a no tom e notas pressionadas no teclado. Estão os dois a cantar a testar a voz. Agora voltaram ao teclado grande e à lição em si. Enquanto os oiço, estou a ler uma história no Medium, acerca de uma pintora actual que satiriza nas obras os comportamentos nas redes sociais. Neste momento o M. está a contar a aula de inglês ao Nuno e desataram os dois a falar Inglês. Ou melhor, o M. calou-se. Parece-me que não é o forte dele. Agora está a contar orgulhoso as notas dos testes e ficha global de Matemática. O Nuno pergunta-lhe por Ciências, nas quais as notas não eram boas e estão a melhorar. Tal como a História. Do que estou a perceber está a melhorar significativamente as notas do primeiro para o segundo trimestre. Pronto, agora na minha perspetiva o Nuno estragou tudo, está a ensinar-lhe os comandos do sintetizador. Odeio botões, mas o M. gosta. Está a pedir ao Nuno que toque o Hino Nacional. Com jeitinho, ainda sai de cá a sabê-lo cantar. Nah, talvez não. O M. pediu sim para aprender o Despacito, de Luis Fonsi. Há tempos perguntei-lhe uma música que gostasse e falou-me da Despacito. No fim da lição é o momento em que a H. vai também tentar tocar um pouquinho. O M. está a ajudar indicando as teclas. Foi a forma que o Nuno arranjou de o estimular. Acha que sentido-se no papel de professor acaba por empolgar-se e querer fazer ele próprio melhor.
Bom dia.