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02/04/2025

O céu

No fim da manhã pôs-se uma abertinha e haveria tanto a dizer com sensibilidade. Quem sabe uma prosa suave sobre o éter e o amor. Mas o prosaico sobe-me aos miolos e todos eles se espraiam em praticidade e sonhos materiais, os quais administro numa sequência de conversas e actos orientados ao resultado almejado – nada mais do que a procura de dias futuros mais realizados e doces. Se contasse o que me vai na alma, a presunção vê-lo-ia como banalidade árida, sem compreender que as conquistas materiais só são miseráveis quando se satisfazem a si próprias ao gerar aparência ou soberba e não a fruição do éter e do amor.