De manhã e na primeira metade da tarde trabalho dedicado e jazz, a necessária dose de desajuste e dissonâncias de Esperanza Spalding e Shabaka Hutchings. Ao fim da tarde ronha, amêndoas de chocolate e a banda popularucha brasileira Roupa Nova com aquelas músicas que dão cabo de corações ingénuos. Um precipício emocional de cacau e açucares de variada natureza. É o que dá na noite passada ter dormido apenas quatro horas divididas em duas etapas.
Creio que não demorará muito até pensar mais seriamente em telefonar para a Segurança Social a saber da possibilidade da reforma ainda na casa dos cinquenta. Apesar da boa onda da companhia dos colegas estou farta de fazer de conta que tenho jeito para trabalhar e cumprir obrigações sem sentido. Talvez seja só uma questão de me convencer que posso viver de muito pouco. Nasci para a preguiça. Morta por poder voltar a dormir aquando das contrariedades como em criança pequena. Isso sim é vida.
Pressa de chegar ao estatuto e regalias da terceira idade. Farta deste limbo da meia-idade.