O fardo não encolhe à medida que expõe e dá. A maré cheia, nunca vaza. Sente todo o peso não da solidão, mas de tudo quanto falta. Quanto mais escreve e diz, mais avoluma a imensidão, o mar de sentimento por explicar e declarar. Impossível de definir apesar de essencial. Sabe da importância pela pressão do pesadelo vazio - dor da ausência.
Apenas um momento. Ápice de verdade. Por sorte a sensação não se prolonga no tempo. Seria o suplício.
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Os dias contém difíceis montanhas russas na paz de um parque verde de ofícios e lazer. Sucessões de estados de alma desiguais. Mergulhos em águas ora límpidas e cálidas ora turvas e gélidas. Pergunta aos seus botões se os dias das outras almas serão mais razoáveis. Aparentam jornadas mais sensatas, menos perturbadas. Todavia cada um sente na pele como é do avesso. E cala, ou não.