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25/02/2025

Tédio

Ao escrever de rompante gasto matéria-prima para o projecto fora de antena. Antes assim, no caso de não avançar, ficam os lamirés. Já deve dar para o Nobel. Apanho no ar clichés bafientos e lá acabo a cair no criticismo repetitivo. Que fazer se o pasto é tão mais do mesmo? Sempre, sempre, sempre bolorento. O planeta a mudar e as reacções do costume. Os mundinhos primários habituais arvorando-se em sofisticados. Tão cansativo. Morro de tédio.


Quase fico com pena do meu grande objectivo de vida não ser possuir um grande closet em casa. Ou um perfil online com batom vermelho, ou salto alto, ou silhueta a espetar o rabinho.


Estupidinha seria mais feliz.


Tédio, tédio, tédio.


Houvesse arejo de ideias e o mundo seria diferente.