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20/02/2025

Paciência de chinês

Senta-se no tapete turco no chão de pernas cruzadas e ouve e lê os primeiros laivos das constantes lições que os contemporâneos expelem a todo o instante sem pudor. Cercada de sábios conselheiros das frases feitas a quem dão megafone e a quem há muito aprendeu a ignorar salvo situações pontuais em que deixa escapar um lamiré para os deixar condicionados por semanas, cheios de vontade de argumentar e entrar em joguinhos infantis atirando e apanhando canas argumentativas para regozijo do ego. De tão amestrados quando espicaçados não compreendem o que dizem e escrevem pelo próprio punho, muito menos o que ouvem e lêem. Dopam-se na retórica, no argumento e na mania de reduzir tudo à exígua concepção do seu mundinho replicativo e assim morrerão ressentidos e orgulhosos sem perceber peva do que de relevante é dito. Assim vai o mundo dos ilustres iluminados e seus apaniguados e seguidores.