O mundo tal como o conhecemos está a ruir, mas de modo egoísta no momento o que incomoda é que me faltem duas personagens para completar a dúzia do projecto Pretexto. Não percebo: com tanto modelo a desfilar na passerelle pronto a saltar para o retrato? O meu corta e cose de esquissos é como as Obras de Santa Engrácia. Lento. Muito lento.
Não é que o enclave do Espanador no Pretexto vai ficar apenas por Portugal? Depois vou ter de engendrar novo Pretexto para espanar outros países europeus, conforme ideia inicial de há três anos. Lenta. Muito lenta a começar a pôr mãos à obra.
Não gosto da palavra projecto, contudo fica assim. Plano pareceria premeditação e tem saído tudo ao sabor dos dias e ânimo. Tudo? Como se houvesse mais do que breves esboços. Mania das grandezas, é o que é.
Oiço Katie Melua para anestesiar enquanto penso: será que vai dar um resultado rafeiro? Às tantas. O que interessa é ir escrevendo, com as consequências logo lidarei no final - haja o que ler e desdenhar, ao menos isso. Nunca fiquei totalmente convencida com nada que criei, apesar de contente com terminar, pelo que tudo está normal e tranquilo. É um entretém, como as plantas da varanda sem aquela imagem perfeita e artificial tão apreciada.
A ver se tiro um dia de férias e faço um fim-de-semana alargado no parque de campismo para desempoeirar as ideias. Estou a precisar de verde para desenjoar. Talvez em Março.