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26/02/2025

Ponto de situação

A acabar de almoçar desvio o olhar da televisão e tento abstrair do tom do político português excitado com o negócio da China do lítio e foco no umbigo.


Registo: na última sexta-feira tive outra tromboflite na perna esquerda; irritada passei a manhã de segunda-feira retida nos Lusíadas. Sou atendida de forma mais eficiente no SNS do que num hospital a que tenho acesso por subscrever um seguro (há 27 anos) para o qual pago mais de 90 euros mensais. Uma manhã deu para constatar que é pouco mais do que uma central de emprego e uma máquina de fazer dinheiro. Entre as peripécias passadas conseguiram enganar-se no relatório do doppler e trocar a perna esquerda por direita. Se fosse para efeito de cirurgia imediata, quem sabe não me operariam à perna errada. A médica a que fui mostrar o resultado achou que o engano não é grave. Nada é grave neste país. O que é preciso é reivindicar melhores condições de trabalho e salários. Lá terei de decidir se serei seguida nos Lusíadas em cirurgia vascular, ou se vou para o público.


Para desanuviar marquei o último dia de férias ainda por gozar no ano passado. Na próxima segunda-feira. Mais tarde vou marcar o fim-de-semana no parque de campismo. Quem sabe, se me derem a terça-feira de Carnaval de tolerância, não terei quatro dias de descanso.