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04/02/2025

Notas do dia-a-dia: tempos mortos

Ontem à hora do almoço comentei que à tarde excepcionalmente teria pouco a fazer. Esfregava as mãos a congeminar com os meus botões adiantar qualquer coisa na escrita fora de antena. Assim que cheguei à empresa o volte-face: davam-me resposta a um pedido de aprimoramento de uma ferramenta informática que roguei há mais de meio ano. Teria que me debruçar sobre o assunto. Além do que resolvi antecipar uma tarefa prevista para quarta-feira. Resultado: tempo ocupado. Acresce que hoje entregaram-me trabalho previsto apenas para amanhã.


Às vezes dá ideia que Deus está sentado num sofá confortável de pernas cruzadas à chinesa em frente a uma mesa de pé de galo onde decorre um jogo de tabuleiro à moda do Tétris. Sempre a encaixar empreitadas. Se quiserem modernizar um pouco: retirem a mesa de pé de galo e ponham Deus no sofá com os pés debaixo do rabo e os polegares nos botões do jogo electrónico. Assim a imagem fica enquadrada nos anos 80/90 do século passado. O que interessa é que as peças desçam como tarefas a ocupar tempo livre e Deus arranje forma de as encaixar sem desperdício: sem tempos mortos. Os que se assemelham a pausa e descanso são preenchidos com reflexão. Assim é Deus a orientar o nosso dia-a-dia.