
É usual ao longo do dia a cada lembrança fortuita que associe ao Nuno sentir as maçãs do rosto soerguerem-se com o rasgar involuntário do sorriso ao mesmo tempo que me apercebo da voltagem alegre nos olhos e da sensação de aconchego no peito irradiando ao resto do corpo.
Vistos à distância esses momentos são uma espécie de bandeira estacada na montanha de 24 anos passados. Uma conquista saborosa. Apesar de todas as peripécias, dificuldades, distância de anos e mesmo das dúvidas, não foi em vão, não estava errada. Não me iludi. E a montanha robustece, sedimentando em rocha.