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31/12/2022

Tintim por tintim

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Último jantar do ano 2022. A mesa posta segundo (vá, numa tentativa de) herança mista de Gaia e Porto da infância. Bom, nem toalha e guardanapos, nem centro de mesa corrido rectangular com enfeites natalícios e velinhas acesas - digamos que vale por aproximação, e estão presentes os frutos secos, bolo-rei e sonhos que deveriam estar no aparador. Menu muito mais recente: leitão para agrado do Nuno acompanhado de espumante. Resultado para mim: dor de cabeça imediata e uma soneca de 45 minutos no sofá a meias com o Ritz bem enroscado. Perfeitamente retemperada, atacámos os sonhos megalómanos trazidos da padaria da esquina - têm o triplo do tamanho dos que estou habituada e são mauzotes, mas cumpriu-se a tradição. E café com carderninho novo e lápis para anotar os nossos 24 desejos - 12 para cada um. À meia-noite é só endereçar a quem compete. 


As peças de roupa interior azul aguardam-nos: adoro tradições pirosas. São as pequenas-grandes felicidades.