Mantra: não quero saber, não quero saber do país e das suas poucas-vergonhas.
Tudo quanto quero é música relaxante e abstrair das decisões geniais dos meus concidadãos nos últimos anos.
Foi o Governo (e o Presidente) que escolheram recentemente. A maioria foi atrás do pote de mel havendo alternativa de caminho de menor facilitismo.
Os outros que poderiam ter feito a diferença passaram os quatro anos anteriores a escarnecer da alternativa. A divertir-se à custa dela com presunção e bazófia. Arrastando consigo a tendenciosa comunicação social. Já que gostam tanto de se divertir à custa da suposta ingenuidade, falta ardil político e seriedade, habituem-se. Têm o que pediram. Apreciam desdenhar de tudo a eito e não respeitar nada nem ninguém? Sonham com o calculismo e a insensibilidade como paradigma de boa governação? Mas à falta dela, admiram a manha e astúcia dos adversários, preferindo-os aos vossos mais próximos? Tomem-nas. Assim terão a vida feita, plena de assunto para criticar, escrutinar, esquartejar - terão sempre o vosso ganha-pão e montanhas de likes e memes para rir. Não vos faltarão compradores de opinião.
Agora habituem-se, como diz o vosso adorado grande estratega, tão elogiado nos anos transactos. Só não façam de conta que foram ao engano e não espalhem as culpas ao acaso, buscando no passado remoto cordeiros para sacrificar. Só não culpem os outros pelas vossas asneiras recentes.