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15/12/2022

Tecnologia e perícia

Passo o dia de trabalho perante dois computadores, nos quais manuseio várias aplicações.  Além delas uso três caixas de email e visito com frequência páginas da internet. Acrescem dois telemóveis profissionais, e estou atenta ao pessoal. Tudo comum a inúmeras almas dentro das empresas.


A diferença talvez seja o grau de precipitação. A maioria das pessoas que vejo utilizar tecnologia, fazem-no de modo mais metódico ou pelo menos de forma pausada/pensada. Claro que conheço vários casos de inabilidade e nem é disso que me queixo, mas sim de acções ou movimentos rápidos irreflectidos e tantas vezes indesejados.


Dou por mim abrir uma, duas, três aplicações ou ficheiros antes de finalmente carregar no que realmente pretendo, ou a fechá-las sem que seja essa a intenção. Começo a escrever numa aplicação e de repente estou noutra. Enfim, uma saga em que imagino alguns se revejam. Banalidades.


O uso lúdico do blogue é paradigmático. No início nem sabia como apagar os favoritos que ao ler o blogue no telemóvel colocava esporádica e inadvertidamente nos meus posts. Ainda hoje me acontece e lá ando eu eliminar gostos narcísicos não intencionais. Outras vezes entro em páginas alheias sem querer. Isto além das gralhas e erros já muito glosadas nas Comezinhas e que chegam ao ponto de ir a destaque na plataforma.


É por esta razão que me dizem ser melhor não termos um carro autónomo se for eu a inserir o percurso, não se vá dar o caso de na intenção de ir ao supermercado acabarmos no Algarve.


Devia ter sido cirurgiã. Foi pena, uma vocação perdida.