
Não é a vistosa flor de Natal nem o elegante azevinho em primoroso arranjo artístico. É um vulgaríssimo vaso de plástico, numa banal varanda de parede branca suja de salpicos de terra, atenta a força da chuva nos últimos meses. Na terra despontaram dois pés de tulipa cujos bolbos plantei no passado dia 16 de Outubro.
Andava distraída da varanda, só ontem à noite a minha mãe me alertou: algumas das suas tulipas já haviam despontado. Pelo que a primeira coisa que hoje fiz ao acordar foi ver se as minhas duas também. El voilà.
Gostaria muito de dar uma volta pelos jornais e ver o que se passa no mundo. Ando há dois ou três dias para espanar o globo, não em modo de escrita mas apenas de leitura. Porém nem isso consigo. Sinto tudo efervescente, todavia nada assente na ideia. Por exemplo, que se passa no Kosovo? E na Moldávia? E quem diz Kosovo e Moldávia, pergunta que se passou e passa no Peru. Isto já para não falar da Ucrânia, da Rússia, dos Estados Unidos, da China e da Índia.
Depois destas últimas semanas (meses) mergulhada em memórias, umbigos e sensações (também preciso) terei de voltar a situar-me. Não sei se é possível antes do Natal. Quase não consigo ouvir/ler notícias de fio a pavio. Estou moída e cheia de sono. Por hoje resta-me tomar chuveiro e dormir.
Boa noite.