Como ponta milagre de elástico abstracto mas bem real que desfrutei na vida comezinha de onze anos da infância, a terra, o verde, os cheiros intensos e inimitáveis a húmus, vegetação mais ou menos rasteira, árvores e pedra molhadas atraem-me desde sempre. Sempre recolho à criação em eterno vaivém à essência, passe a redundância. Estar muito tempo longe do natural é uma doença. A natureza refaz-me o equilíbrio. Voltar a sentir os cheiros que emanam a terra e o mar e cercar-me de tal visão é regressar à alegria e nela planar ganhando forças para mais uma etapa.
Vivo, sem conseguir desmaginar os verdes e o mar.


























Esta manhã, Parque da Cidade e Castelo do Queijo, Porto.