É terrível quando nos apanhamos em falso. Face a erros que, querendo ser justos, não podemos assacar a mais ninguém. Ainda mais se reconhecemos as falhas há tantos anos que já se confundem connosco. Pior ainda, se conhecemos os mecanismos para as corrigir e ainda assim facilitamos por vício ou preguiça.
Se somos muito críticos em relação a tudo e todos, a dor no orgulho é ainda maior.
Um certo relaxe, falta de disciplina e organização leva-me a cometer erros com recorrência. Trapalhices acumuladas. No dia-a-dia pouco se nota, o cérebro habituou-se a desenvencilhar-se e a suprir as deficiências através da memória, de lógica muito própria e caminhos paralelos. Mas chega sempre a hora em que é preciso provar o funcionamento da realidade em termos aceitáveis para todos e aí fica espelhada a forma atabalhoada como chego aos resultados.
Foi um dia mau.
É mau. Envergonho-me.