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22/02/2022

Guerra

De um lado as revoadas de informação repetidas à exaustão pela comunicação social. A insanidade provocada pela voragem de ter o que palpitar ao segundo sem assentar na causa das coisas. A vacuidade da maioria dos factos relatados. Do outro os chico-espertos do costume, cheios de vontade de se mostrarem avessos à vozearia do rebanho mentalizado pelos media e usando amiúde sarcasmo indolente, invocam razões políticas e históricas para justificar acções bélicas de um facínora deslumbrado. Pelo meio os sempre-em-pé divertem-se com o folclore associado à guerra exibindo imagens catitas, enquanto outros levam com os estilhaços reais ou digitais na tromba, lá na Ucrânia ou num qualquer ponto alvo espalhado pelo mundo.


É a guerra real e digital. Estamos nisto.