Alheada da crítica audiovisual, constatei hoje que fazer a avaliação de uma série - presumo que o mesmo se passaria com um filme - num jornal passa por rabujar com o curso do enredo pondo as mãozitas na anca furibunda com escolhas do argumentista. Nada de substancial é posto em causa. O que interessa é a desilusão ou o amuo com o rumo da intriga.
Faz parte da visão cada vez mais preponderante do que é tido por interessante e digno de relevo: alinhar factos ou acontecidos, imprimir tensão para gerar discussão sobre mil e uma questiúnculas menores (passe a redundância) e assim ter pretexto para o uso dos múltiplos preconceitos e clichés alternativos (meros contra-clichés) debitados nos jornais.