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20/01/2021

Tudo e o seu contrário

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Sim. Prefiro trabalhar em casa. Digo-o sobretudo quando estou em casa. Quando vou à empresa, sinto o frenesim do trabalho, vejo da janela o mar, as caras dos colegas com quem troco algumas palavras, fico contente em revê-los e apetece-me ficar lá. Contradições. São como são. Talvez nem seja mau, talvez tenha herdado o feitio de valorizar o que me é dado a cada movimento. Talvez seja isso. Mas duas coisas são certas. As correrias no Verão, estação com que embirro, dão cabo de mim e continuo renitente quanto à unanimidade de que se trabalha mais em casa: cada um é como cada qual e não acredito que pessoas com queda para a preguiça e falta de brio passem de patinhos feios a belos cisnes diligentes.