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O rasto vivido emaranha
os dias vindouros.
Farrapos hesitantes bóiam,
pegam-se ao corpo
nos mares serenos
por ti rejeitados com nojo
das delícias que temem a vida
e veneraram cenários idílicos.
Desejas em ardor
lembranças inteiras e plenas,
que sabes virão
no dia em que a morte te despegar
dos desperdícios imundos.
Viverás, enfim, numa redoma de piedade
que te devolverá a inocência
dos primeiros dias,
e deixarás de lastimar
dela não ter memória.