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Os dedos na ponta do nariz
como em criança no focinho
eterno do Serra da Estrela,
curado a aspirina. A febre,
essa, arde-te na orelha esquerda.
Mas que interessa? Está tudo bem;
na perna não larva o peito.
A ruína em brasa na mão direita,
pingou-te sem pesar a culpa inteira.
Recordas, agora, sequer sentiste dor,
resolvida a dissolver o susto
ateaste com desembaraço maior pena.
Nas garras carregas as falhas
cruas, nem todas tuas.
E quanto mais despes a humanidade,
mais te pesa a carga alheia. – Larga-a
num assomo de liberdade.