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Os tiques de pensamento único e o ardil da retórica estão tão impregnados em Ana Catarina Mendes, à semelhança do primeiro-ministro e do Governo, que a líder parlamentar do PS conseguiu queixar-se de ser calada por Ana Lourenço, a mais razoável das jornalistas em televisão e das poucas dignas de ser levada a sério.
São mais úteis estas discussões sobre o que de bom ou mau está a ser feito no combate à pandemia e às consequências económicas e sociais, e escrutinar verdadeiramente o que o Governo e os serviços públicos estão a fazer, do que alinhar nos discursos aparentemente cordatos e apaziguadores, mas que nas entrelinhas são bicadas recreativas de intriga política feita para tentar criar crise política na oposição, com a estratégia de a queimar por dentro e alçar de novo à ribalta a direita da surdina e dos corredores opacos.
Para uns realidade é intriga política, para outros o próprio País.