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Nesta manhã estava difícil arranjar uns minutinhos para respirar e dizer que, finalmente, vi ontem à noite o Blade Runner. Há anos insistiam que deveria ver e com pouca aptidão para a ficção científica fui sempre adiando. Quem me aconselhava a escolha usava dois argumentos: não é um filme banal de ficção científica e é um hino à vida.
Sem esmiuçar nem recorrer a grandes interpretações e adjectivações confirmo apenas que o valor da vida é a ideia que transcorre todo o filme e está bem patente nos instantes finais, sobretudo, na penúltima grande cena. Apesar do que chamo bonecada e adereços – não levem a mal os amantes dos efeitos especiais, tecnologia e futurologia, bem sei a importância que têm, simplesmente e talvez por ignorância, nunca me impressionam - e dos clichés do cinema de acção norte-americano - todo o filme remete para o essencial: o sentido da vida.
Valeu a pena. Um filme a ver nestes tempos angustiantes.