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12/12/2023

O país espera

É muito difícil trabalhar em benefício de um país digno, sobretudo no Sul, com tantas redes de interesses tecidas por chicas-espertas e chicos-espertos a quererem exibir aparente sofisticação técnica, falsa competência e burrice arrogante. Gente nos cargos de administração e direcção que viveu e vive da intriga, das trocas de favores, dos jogos de poder, da politiquice, e não percebe nem cede à lógica simples de trabalho e organização. Sentem falta dos floreados e enredos que sustentam os privilégios. Estranham a verdadeira competência frugal, linear e essencial. É-lhes esquisita, parola, coisa menor, básica. Não lhes dá ser - a grande ambição das vidas de eternos provincianos da cidade, genuínos deslumbrados -, estando a borrifar-se para o país.


Nunca teremos um país digno enquanto ser possidónio - incapaz e pretensioso - for requisito para ter sucesso no acesso aos cargos de relevo nacionais.


Chamem crítica social, mas faz toda a diferença. Podem demorar mais uns séculos a compreender enquanto peroram sobre questiúnculas politiqueiras. O país espera paciente.