O Bogart não se tem vestido de tigresse manhoso para despejar catálogos de pinturas célebres nem postado aqueles versos pirosos de céu estrelado e muito amor, meias de seda e dor com que pretende enxovalhar as mulheres imputando-lhes a autoria daquele asco. Às tantas anda outra vez na bossa nova. Não, não. Já não anda numa de escrever textos para jornais de quinta categoria com dez linhas de nomes de músicos e canções como se tivesse a mais pequena noção do que é música. Agora é o outro. Hoje a entediante amostra de sapiência musical veio pela mão do amigalhaço. O voluntarioso inocente. Devem andar a tentar através de indirectas engatar na internet mais uma miúda desprevenida que lhes conte histórias para adormecer senis. Daquelas que possam depois vender e enaltecer-se à conta de tanta erudição de matarruano ascendido. Ó meu amor, mas tu não te sentes lisonjeada? Claro, meu amor. Fico nos píncaros amada e admirada por labregos pretensiosos, caquécticos e enfadonhos - é o meu sonho de vida. Vamos tomar o pequeno-almoço? Achas que exagerei nos adjectivos?
Gracinhas domésticas.