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08/12/2023

Diário

Ao tentar fazer um apanhado da semana a sensação é de esquecimento. Já não sei muito bem o que aconteceu. Terei de me comprometer no esforço habitual de memória. Sei que não foi uma semana em que sobrasse muito tempo para escrever.


De Domingo só há a referir, além do que aqui ficou expresso em imagens e comentários, que para a noitada de jazz faltaram três amigos. Nem tudo é perfeito. As justificações foram boas, mas de facto a noite de mau tempo não ajudou nuns casos e noutro a junção de mundos díspares ainda assusta. Para compensar o concerto foi animador. Decidi-me pelo Domingo, preterindo o programa de Sábado que seria mais do agrado da maioria presente. Mas não minha, nem do Nuno. E convém não cedermos sempre em prol da constante correcção e respeito pelos interesses alheios. Não quis num dia especial levar com o mel do tributo a Elis Regina. Não é que não oiça às vezes, mas bossa nova aborrecida nesse dia era tudo quanto não queria. Felizmente, o saxofonista que se juntou ao trio habitual deve ter sentido por telepatia e entregou-se de corpo e alma. Um tanto exibicionista, e ainda bem. Há momentos em que é preciso exagerar, vibrar, dar toda a energia, transbordar. Libertar e deixar o insípido longe.


Segunda-feira tive muito que fazer, tanto que não me lembro do dia. Terça-feira fui à dentista – vinte minutos ao todo de ausência da empresa, já que fica no mesmo edifício. À noite mandei email para o centro de saúde a pedir antecipação de consulta do Nuno, marcada para Janeiro. Na quarta-feira o Nuno também foi à dentista – a minha mãe acompanhou. Para a semana a saga continua. E ao fim da tarde – depois das 18h00 - recebi telefonema simpático dos serviços administrativos do centro de saúde a informar que não tinham vaga para consulta presencial, mas a médica ligaria para tele-consulta no dia seguinte. Na terça e quarta-feira não recordo o que fiz durante o dia, mas sei: trabalhei. Não tenham pena de mim: quando quero faço ronha e não me arrependo nada, aliás, cada vez me arrependo menos. Na quinta de manhã falei com a médica que, conforme pedi no email, encaminhou o processo para a especialidade do Hospital Santo António. Teremos apenas de aguardar por contacto se aceitarem entrada do Nuno para consulta sem exames prévios, a serem feitos já no Hospital; se recusarem, a médica de família prescreve, o Nuno fá-los e volta-se a pedir consulta da especialidade hospitalar. Como somos avis raras, o SNS connosco funciona – e repito o que já aqui disse antes: não conheço uma única pessoa no centro de saúde ou hospital, senão das presenças para consultas/exames/tratamentos/cirurgias, nem nunca pedi tratamento especial.


Ontem depois de um dia de muito trabalho, saí muito mais cedo da empresa, às 17h30 - fiquei à hora de almoço para compensar. Depois de meia hora a pé e uma hora de trânsito acabei a tarde a tomar café com o Nuno trazido pelas mãos de um miúdo recatado e de bons modos e a jogar matraquilhos com outro miúdo, um adolescente reguila, que me ganhou por 5 – 3, apesar de ter uma mão magoada. Tudo em ambiente acolhedor de festinha de Natal. Após o que viemos para casa, jantámos qualquer coisa, comprei os bilhetes de comboio para no fim-de-semana irmos a Almada e recolhemos ao ninho.


Depois de Domingo ter-me deitado tarde, de segunda a quinta-feira deitei-me sempre logo após o jantar. O frio assim fez apetecer.


Hoje tenciono fazer arrumações em casa. Libertá-la de caixas e caixinhas e demais trastes que se vão acumulando e desarrumando. Pelo que possivelmente as escritas de hoje ficam por este diário. Ou não, logo se vê o tempo e empenho que ponho nas arrumações.


E é assim a vida. Sem o excite do que sobressai. Felizmente.